Dança das cadeiras no jornalismo

31 03 2008

Por Michel Pozzebon / No Plural

Como em todas as áreas, no jornalismo de televisão não poderia ser diferente, a rotatividade de profissionais é grande. A Bandeirantes por exemplo, ao mesmo tempo que anunciou a contratação de Bóris Casoy, perdeu Roberto Cabrini para a Rede Record.

Na emissora de João Carlos Saad, Cabrini não estava sendo aproveitado em sua plenitude. O renomado jornalista que foi correspondente internacional por muitos anos, fazendo coberturas de guerra e pautas especiais como por exemplo, a morte do piloto Ayrton Senna no circuito de Ímola na Itália, apresentava o Jornal da Noite, um telejornal sem prestígio, quando Cabrini raramente saia a campo para fazer alguma matéria. O jornalista realizava reportagens com pautas de pouco interesse para o horário em que era exibido o seu telejornal, entrevistando celebridades e famosos, não fazendo mais o seu antigo jornalismo, aquele exercido na Rede Globo, em que Cabrini se tornou reconhecido e venerado por estudantes e profissionais da área.

A Rede Record reforça o seu time de jornalistas, em seu staff já constam nomes como Paulo Henrique Amorim, Celso Freitas, Eliakim Araújo, Arnaldo Duran, que também atuam diretamente na Record News, o único canal aberto de notícias 24 horas da televisão brasileira.

Fica a torcida para que Cabrini volte a sua antiga fórmula, realizando coberturas e pautas especiais, as quais o consagraram. Por tendência, na Record ele passará a fazer o que fazia na Rede Globo, uma vez que a emissora de Edir Macedo está investindo maciçamente em jornalismo e não em “shownalismo”, neste quesito, o Domingo Espetacular já supera o Fantástico em número de matérias jornalísticas exibidas em suas respectivas edições dominicais.





O trem nosso de cada dia…

27 03 2008

trensurb221.jpg 

Por Michel Pozzebon / No Plural

Em um mundo em que se busca cada vez mais alternativas para se preservar o meio ambiente, nada mais justo do que reduzir a emissão de poluentes através do transporte coletivo, diga-se ai metrô, que consome energia elétrica e não polue o ambiente com a emissão da fumaça originada da queima de combustíveis como o diesel de ônibus. Além desse ganho para a natureza, esse fator também possibilitará economia no bolso da população, uma vez que a população de Novo Hamburgo/RS clama pela ampliação da linha do trem até o município.

Veja o exemplo:

Percurso - Novo Hamburgo / Porto Alegre

Passagem de ônibus: R$ 4,50

Passagem de trem: R$ 1,70

Diferença de 264%, gerando uma economia real de R$ 2,80 por viagem.

Cabe ressaltar que o trem auxiliará no desafogamento da BR-116, principalmente em horários de pico.





Cultura BBB

26 03 2008

Por Michel Pozzebon / No Plural

Nestes últimos meses, não tinha quem não comentasse sobre o famoso Big Brother Brasil, acredito que só eu estava alienado em “meu mundinho” me excluindo do grupo que assistia as bizarrices da turma do vulgo BBB. O negócio estava tão forte, que nesta última semana fui almoçar em um restaurante e quatro meninas que estavam sentadas em uma mesa ao lado, ficaram praticamente mais de 30 minutos comentando sobre quem ganharia a bolada de R$ 1 milhão no reality show. Após o almoço voltei ao trabalho e em meu setor, todo mundo comentando a respeito do mesmo assunto do almoço e eu sempre na minha, me abstendo de comentários, meio que ignorando quem falava sobre aquele assunto. Chego à noite na faculdade e adivinha o tema da aula? Volto para a casa, ligo a televisão e lá Pedro Bial apresenta o BBB! Ligeiramente, em uma zapeada e outra, troco de canal. UFA! Que alívio!

Bom, praticamente em todos os lugares em que freqüentava, quase todo mundo falava nesse “trem” de programa e eu pensando: “que gente mais ignorante, realmente são uns alienados que não tem o que fazer”. Mas confesso, que nesta última edição do reality show eu estive mais tolerante, tentando respeitar as opiniões de quem assistia o BBB. Afinal, nem todo mundo também gosta do que eu assisto na tv, portanto, tolerância sobretudo.

Chegado ao fim mais uma edição deste reality show, e eu no auge de minha alegria, comemoro fervorosamente a volta da normalidade, tanto na televisão quanto ao Brasil, que digamos, quase parou para assistir o programa comandado pelo renomado jornalista Pedro Bial. Comunicador este que já foi correspondente de guerra, fazendo coberturas especiais como copa do mundo e que foi obrigado a conduzir o BBB desde a sua primeira edição no Brasil.

Se o país volta a trabalhar depois do carnaval, esta nação também retorna a normalidade após uma edição deste reality show, pois quando o BBB está no ar, a população esquece o que anda ocorrendo no centro do poder em Brasília. A corrupção neste período não existe mais. Os problemas sociais praticamente todos resolvidos. Realmente, acordamos do profundo sono de meses, assim espero.