Cultura BBB
26 03 2008Por Michel Pozzebon / No Plural
Nestes últimos meses, não tinha quem não comentasse sobre o famoso Big Brother Brasil, acredito que só eu estava alienado em “meu mundinho” me excluindo do grupo que assistia as bizarrices da turma do vulgo BBB. O negócio estava tão forte, que nesta última semana fui almoçar em um restaurante e quatro meninas que estavam sentadas em uma mesa ao lado, ficaram praticamente mais de 30 minutos comentando sobre quem ganharia a bolada de R$ 1 milhão no reality show. Após o almoço voltei ao trabalho e em meu setor, todo mundo comentando a respeito do mesmo assunto do almoço e eu sempre na minha, me abstendo de comentários, meio que ignorando quem falava sobre aquele assunto. Chego à noite na faculdade e adivinha o tema da aula? Volto para a casa, ligo a televisão e lá Pedro Bial apresenta o BBB! Ligeiramente, em uma zapeada e outra, troco de canal. UFA! Que alívio!
Bom, praticamente em todos os lugares em que freqüentava, quase todo mundo falava nesse “trem” de programa e eu pensando: “que gente mais ignorante, realmente são uns alienados que não tem o que fazer”. Mas confesso, que nesta última edição do reality show eu estive mais tolerante, tentando respeitar as opiniões de quem assistia o BBB. Afinal, nem todo mundo também gosta do que eu assisto na tv, portanto, tolerância sobretudo.
Chegado ao fim mais uma edição deste reality show, e eu no auge de minha alegria, comemoro fervorosamente a volta da normalidade, tanto na televisão quanto ao Brasil, que digamos, quase parou para assistir o programa comandado pelo renomado jornalista Pedro Bial. Comunicador este que já foi correspondente de guerra, fazendo coberturas especiais como copa do mundo e que foi obrigado a conduzir o BBB desde a sua primeira edição no Brasil.
Se o país volta a trabalhar depois do carnaval, esta nação também retorna a normalidade após uma edição deste reality show, pois quando o BBB está no ar, a população esquece o que anda ocorrendo no centro do poder em Brasília. A corrupção neste período não existe mais. Os problemas sociais praticamente todos resolvidos. Realmente, acordamos do profundo sono de meses, assim espero.