Dança das cadeiras no jornalismo
31 03 2008Por Michel Pozzebon / No Plural
Como em todas as áreas, no jornalismo de televisão não poderia ser diferente, a rotatividade de profissionais é grande. A Bandeirantes por exemplo, ao mesmo tempo que anunciou a contratação de Bóris Casoy, perdeu Roberto Cabrini para a Rede Record.
Na emissora de João Carlos Saad, Cabrini não estava sendo aproveitado em sua plenitude. O renomado jornalista que foi correspondente internacional por muitos anos, fazendo coberturas de guerra e pautas especiais como por exemplo, a morte do piloto Ayrton Senna no circuito de Ímola na Itália, apresentava o Jornal da Noite, um telejornal sem prestígio, quando Cabrini raramente saia a campo para fazer alguma matéria. O jornalista realizava reportagens com pautas de pouco interesse para o horário em que era exibido o seu telejornal, entrevistando celebridades e famosos, não fazendo mais o seu antigo jornalismo, aquele exercido na Rede Globo, em que Cabrini se tornou reconhecido e venerado por estudantes e profissionais da área.
A Rede Record reforça o seu time de jornalistas, em seu staff já constam nomes como Paulo Henrique Amorim, Celso Freitas, Eliakim Araújo, Arnaldo Duran, que também atuam diretamente na Record News, o único canal aberto de notícias 24 horas da televisão brasileira.
Fica a torcida para que Cabrini volte a sua antiga fórmula, realizando coberturas e pautas especiais, as quais o consagraram. Por tendência, na Record ele passará a fazer o que fazia na Rede Globo, uma vez que a emissora de Edir Macedo está investindo maciçamente em jornalismo e não em “shownalismo”, neste quesito, o Domingo Espetacular já supera o Fantástico em número de matérias jornalísticas exibidas em suas respectivas edições dominicais.
O FANTASTICO E SHOUUUUUUUUUUU DE BOLA ADORO>