“Furamos” a Zero Hora…

12 07 2008


Por Redação No Plural

Em agosto, o No Plural completa 1 ano de atividades e já temos um grande motivo para comemorar agora mesmo em julho. Nesta sexta-feira (11/7/2008), “furamos” o jornal Zero Hora com duas imagens sobre outdoors que destacavam uma campanha tragicômica feita anos atrás contra a utilização de bebidas alcoólicas pelos motoristas. E o detalhe, as fotos foram publicadas na principal página do periódico segundo os jornalistas mais experientes (a página 3).

O autor do “furo” foi o nosso colunista Israel Heldt, que abordou o assunto antes mesmo da lei seca entrar em vigor. No dia 28 de maio, o acadêmico de publicidade destacou com exclusividade as mesmas duas fotos que seriam publicadas no jornal Zero Hora, 1 mês e 10 dias depois.

A questão da velocidade dos meios de comunicação faz com que mais “furos jornalísticos” venham a ocorrer. A difusão da informação através da internet deixou os jornais impressos menos dinâmicos na veiculação de notícias em primeira mão.

Saiba mais sobre o “furo jornalístico” na concepção do jornalista baiano, George Brito, conforme trechos extraídos de seu artigo publicado no Observatório da Imprensa:

Traduzido como linguagem de redação na conhecida expressão “furo jornalístico”, a aquisição de informação relevante e privilegiada se incorporou a um ethos, por meio do qual se deslumbra o prestígio e reconhecimento dos pares. Numa sociedade cunhada como a era do conhecimento, entre cujas características está o acelerado ritmo de processamento de informação – seja cultural, política, socioeconômica, ou estritamente científica –, o “furo” se apresenta como um paradoxo crucial para entender o dilema dos jornais impressos, postos ante a responsabilidade de informar e formar do jornalista.

Primeiro, porque o advento do jornalismo online – sobretudo agora, com a expansão da blogosfera – preconiza uma linha cronológica da divulgação das notícias que impinge ao jornal impresso, em primeira instância, desenvolver e aplicar métodos mais eficazes e profundos de obtenção de informação privilegiada e, em segundo plano, mais importante, um domínio cognitivo mais abrangente e esclarecedor daquilo que se reporta. O que se noticia nos jornais freqüentemente já foi divulgado na internet, de forma mais sucinta e rápida.





Dança das cadeiras no jornalismo

31 03 2008

Por Michel Pozzebon / No Plural

Como em todas as áreas, no jornalismo de televisão não poderia ser diferente, a rotatividade de profissionais é grande. A Bandeirantes por exemplo, ao mesmo tempo que anunciou a contratação de Bóris Casoy, perdeu Roberto Cabrini para a Rede Record.

Na emissora de João Carlos Saad, Cabrini não estava sendo aproveitado em sua plenitude. O renomado jornalista que foi correspondente internacional por muitos anos, fazendo coberturas de guerra e pautas especiais como por exemplo, a morte do piloto Ayrton Senna no circuito de Ímola na Itália, apresentava o Jornal da Noite, um telejornal sem prestígio, quando Cabrini raramente saia a campo para fazer alguma matéria. O jornalista realizava reportagens com pautas de pouco interesse para o horário em que era exibido o seu telejornal, entrevistando celebridades e famosos, não fazendo mais o seu antigo jornalismo, aquele exercido na Rede Globo, em que Cabrini se tornou reconhecido e venerado por estudantes e profissionais da área.

A Rede Record reforça o seu time de jornalistas, em seu staff já constam nomes como Paulo Henrique Amorim, Celso Freitas, Eliakim Araújo, Arnaldo Duran, que também atuam diretamente na Record News, o único canal aberto de notícias 24 horas da televisão brasileira.

Fica a torcida para que Cabrini volte a sua antiga fórmula, realizando coberturas e pautas especiais, as quais o consagraram. Por tendência, na Record ele passará a fazer o que fazia na Rede Globo, uma vez que a emissora de Edir Macedo está investindo maciçamente em jornalismo e não em “shownalismo”, neste quesito, o Domingo Espetacular já supera o Fantástico em número de matérias jornalísticas exibidas em suas respectivas edições dominicais.





Criado grupo de discussões do No Plural

27 02 2008

Por Marcelo Mello / No Plural

Com o objetivo de aproximar os alunos do curso de comunicação social do Centro Universitário Feevale, o No Plural, coordenado por Michel Pozzebon e Marcelo Mello, criou nesta quarta-feira (27/2) o seu grupo de discussões no Portal Yahoo!.

Segundo o coordenador do segmento de Web do No Plural, Michel Pozzebon, a proposta é algo que irá abranger e mobilizar os acadêmicos e profissionais da área da comunicação. “A nossa intenção de criar este grupo visa suprir uma lacuna que os principais programas de relacionamento deixam de lado, que é o fato da proximidade dos participantes envolvidos nos debates. Este grupo é uma lista local e irá atender as necessidades de trabalho, entretenimento e sobretudo da informação”, destacou.

Em menos de horas, a página do grupo recebeu uma forte visitação. A lista está disponível para ser acessada através do seguinte endereço: http://br.groups.yahoo.com/group/noplural

Mais informações sobre como participar através do e-mail: noplural@gmail.com





A televisão como ponto de partida

10 10 2007

Por Michel Pozzebon / No Plural

Normalmente, a maioria das pessoas julga a televisão como sendo um meio alienador. Muitos também dizem que quem assiste a este meio não tem cultura. Bom, deve-se considerar que muitos indivíduos confundem cultura com educação. A partir deste pressuposto começo enfatizando eu vou pelo mesmo viés da escola, onde os pais julgam que quem realmente educa é a escola. Uma atitude completamente dissimulada e de inversão de papéis. A educação começa pela família e no caso da televisão é a mesma história. O meio televisivo não foi criado para a finalidade de educar e de sim entreter.Assim, como outros meios, a televisão é um meio muito seletivo, visto que a difusão deste tipo de comunicação é grande, tendo-se vários leques de canais à disposição, podendo o telespectador escolher qual canal vai querer assistir. Se o espectador não estiver satisfeito com o que está vendo, basta um simples clique no controle remoto! Ou seja, a seletividade é muito grande, vou de encontro ao famoso ditado: “os incomodados que se retirem”, ou melhor, os insatisfeitos com a programação do canal assistido que mudem de emissora!

A qualidade da programação da televisão brasileira está cada dia mais baixa, a partir desta consideração traço uma comparação com a política. A programação da TV brasileira é ruim, bom, mas ela está assim por que tem pessoas que assistem. A política brasileira está em baixa. Com políticos descarados assaltando os cofres públicos quase que diariamente. Bom, isso tudo existe porque tem gente que prestigia, que vota e que, sobretudo assiste. Se você der margem, isso sempre vai existir. Agora se todo mundo se recusar a votar em políticos corruptos e a assistir a uma péssima programação televisiva, tudo isso sucumbirá!

Grande parte da população afirma que a televisão é um meio alienador. De certa forma esta consideração até pode estar correta. Visto que logo que nascemos somos criados em frente à famosa “babá eletrônica”, algo completamente cultural que é passado de geração para geração. A TV faz com que fiquemos apreensivos em frente à tela. Muitas organizações não-governamentais criaram campanhas dizendo aos telespectadores que desligassem o aparelho de televisão e fossem ler um livro. Tudo isso não refletindo uma questão de educação, mas sim de cultura e até de tradição, tamanha a sua consolidação perante a população brasileira.

O que pode ser feito é uma mudança cultural dos pais em incentivar que seus filhos se utilizem de meios alternativos para que eles possam crescer e desenvolver a sua mentalidade crítica para analisar a mídia e os seus meios de comunicação.





FENAJ disponibiliza texto atualizado do Código de Ética

19 09 2007

Por Redação No Plural

Atualizado no Congresso Extraordinário dos Jornalistas, realizado em Vitória (ES) de 3 a 5 de agosto, o novo texto do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros está disponível a seguir. Aprovadas por delegações de 23 estados, as mudanças tiveram seu texto final elaborado por uma comissão eleita no Congresso.

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros vigora há 20 anos. Os debates para sua atualização foram iniciados em 2004 e no XXXII Congresso Nacional da categoria, realizado no ano passado, deliberou-se que as alterações seriam definidas em congresso extraordinário e específico sobre o tema, precedido de consulta pública à sociedade.

Após 12 colaborações de sindicatos, professores e jornalistas e 290 sugestões encaminhadas ao sistema de consulta pública que a FENAJ manteve aberto em seu site durante três meses, o texto foi encaminhado aos Sindicatos de Jornalistas para novos debates e, finalmente, submetido à votação no Congresso Extraordinário de Vitória.

Mais informações em: http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=1811