Novo álbum do Metallica em breve

3 05 2008

Robert TrujilloPor Michel Pozzebon / No Plural

Intitulado “Mission Metallica”, o novo álbum do Metallica deve sair do forno só a partir do mês de outubro aqui no Brasil, tendo como missão juntar os cacos do estrago deixado por Saint Anger, álbum muito contestado pela crítica e pelo público que ouviu um Metallica completamente diferente do apresentado em discos anteriores. Com um estilo mais pop, Saint Anger desagradou os ouvidos dos fãs que acompanham a banda há mais tempo.

Com a promessa de retomar a antiga levada através do álbum Mission Metallica, o grupo busca voltar a antiga tônica para os seus fãs incondicionais que sentiram o ápice da banda com o lançamento, em 1991, do famoso “Black Album”, que vendeu nada mais, nada menos do que 15 milhões de cópias, isso só nos Estados Unidos. Nesta época o Metallica ainda tinha no baixo a figura de Jason Newsted, sendo substituído em 2003 (ano do lançamento de Saint Anger) pelo ex-baixista de Ozzy Osbourne, Robert Trujillo, que muitos dizem não se encaixar no estilo do Metallica, isso também por ele já entrar marcado pelo insucesso do penúltimo álbum da banda.

Mission Metallica está sendo produzido por Rick Rubin, que já realizou trabalhos para Red Hot Chilli Pepers e Jay-Z. O lançamento do novo disco só ocorrerá em outubro, porém, os fãs podem acompanhar o andamento da produção do álbum através do site < www.missionmetallica.com >.





Dança das cadeiras no jornalismo

31 03 2008

Por Michel Pozzebon / No Plural

Como em todas as áreas, no jornalismo de televisão não poderia ser diferente, a rotatividade de profissionais é grande. A Bandeirantes por exemplo, ao mesmo tempo que anunciou a contratação de Bóris Casoy, perdeu Roberto Cabrini para a Rede Record.

Na emissora de João Carlos Saad, Cabrini não estava sendo aproveitado em sua plenitude. O renomado jornalista que foi correspondente internacional por muitos anos, fazendo coberturas de guerra e pautas especiais como por exemplo, a morte do piloto Ayrton Senna no circuito de Ímola na Itália, apresentava o Jornal da Noite, um telejornal sem prestígio, quando Cabrini raramente saia a campo para fazer alguma matéria. O jornalista realizava reportagens com pautas de pouco interesse para o horário em que era exibido o seu telejornal, entrevistando celebridades e famosos, não fazendo mais o seu antigo jornalismo, aquele exercido na Rede Globo, em que Cabrini se tornou reconhecido e venerado por estudantes e profissionais da área.

A Rede Record reforça o seu time de jornalistas, em seu staff já constam nomes como Paulo Henrique Amorim, Celso Freitas, Eliakim Araújo, Arnaldo Duran, que também atuam diretamente na Record News, o único canal aberto de notícias 24 horas da televisão brasileira.

Fica a torcida para que Cabrini volte a sua antiga fórmula, realizando coberturas e pautas especiais, as quais o consagraram. Por tendência, na Record ele passará a fazer o que fazia na Rede Globo, uma vez que a emissora de Edir Macedo está investindo maciçamente em jornalismo e não em “shownalismo”, neste quesito, o Domingo Espetacular já supera o Fantástico em número de matérias jornalísticas exibidas em suas respectivas edições dominicais.





O trem nosso de cada dia…

27 03 2008

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Por Michel Pozzebon / No Plural

Em um mundo em que se busca cada vez mais alternativas para se preservar o meio ambiente, nada mais justo do que reduzir a emissão de poluentes através do transporte coletivo, diga-se ai metrô, que consome energia elétrica e não polue o ambiente com a emissão da fumaça originada da queima de combustíveis como o diesel de ônibus. Além desse ganho para a natureza, esse fator também possibilitará economia no bolso da população, uma vez que a população de Novo Hamburgo/RS clama pela ampliação da linha do trem até o município.

Veja o exemplo:

Percurso - Novo Hamburgo / Porto Alegre

Passagem de ônibus: R$ 4,50

Passagem de trem: R$ 1,70

Diferença de 264%, gerando uma economia real de R$ 2,80 por viagem.

Cabe ressaltar que o trem auxiliará no desafogamento da BR-116, principalmente em horários de pico.





Cultura BBB

26 03 2008

Por Michel Pozzebon / No Plural

Nestes últimos meses, não tinha quem não comentasse sobre o famoso Big Brother Brasil, acredito que só eu estava alienado em “meu mundinho” me excluindo do grupo que assistia as bizarrices da turma do vulgo BBB. O negócio estava tão forte, que nesta última semana fui almoçar em um restaurante e quatro meninas que estavam sentadas em uma mesa ao lado, ficaram praticamente mais de 30 minutos comentando sobre quem ganharia a bolada de R$ 1 milhão no reality show. Após o almoço voltei ao trabalho e em meu setor, todo mundo comentando a respeito do mesmo assunto do almoço e eu sempre na minha, me abstendo de comentários, meio que ignorando quem falava sobre aquele assunto. Chego à noite na faculdade e adivinha o tema da aula? Volto para a casa, ligo a televisão e lá Pedro Bial apresenta o BBB! Ligeiramente, em uma zapeada e outra, troco de canal. UFA! Que alívio!

Bom, praticamente em todos os lugares em que freqüentava, quase todo mundo falava nesse “trem” de programa e eu pensando: “que gente mais ignorante, realmente são uns alienados que não tem o que fazer”. Mas confesso, que nesta última edição do reality show eu estive mais tolerante, tentando respeitar as opiniões de quem assistia o BBB. Afinal, nem todo mundo também gosta do que eu assisto na tv, portanto, tolerância sobretudo.

Chegado ao fim mais uma edição deste reality show, e eu no auge de minha alegria, comemoro fervorosamente a volta da normalidade, tanto na televisão quanto ao Brasil, que digamos, quase parou para assistir o programa comandado pelo renomado jornalista Pedro Bial. Comunicador este que já foi correspondente de guerra, fazendo coberturas especiais como copa do mundo e que foi obrigado a conduzir o BBB desde a sua primeira edição no Brasil.

Se o país volta a trabalhar depois do carnaval, esta nação também retorna a normalidade após uma edição deste reality show, pois quando o BBB está no ar, a população esquece o que anda ocorrendo no centro do poder em Brasília. A corrupção neste período não existe mais. Os problemas sociais praticamente todos resolvidos. Realmente, acordamos do profundo sono de meses, assim espero.





Criado grupo de discussões do No Plural

27 02 2008

Por Marcelo Mello / No Plural

Com o objetivo de aproximar os alunos do curso de comunicação social do Centro Universitário Feevale, o No Plural, coordenado por Michel Pozzebon e Marcelo Mello, criou nesta quarta-feira (27/2) o seu grupo de discussões no Portal Yahoo!.

Segundo o coordenador do segmento de Web do No Plural, Michel Pozzebon, a proposta é algo que irá abranger e mobilizar os acadêmicos e profissionais da área da comunicação. “A nossa intenção de criar este grupo visa suprir uma lacuna que os principais programas de relacionamento deixam de lado, que é o fato da proximidade dos participantes envolvidos nos debates. Este grupo é uma lista local e irá atender as necessidades de trabalho, entretenimento e sobretudo da informação”, destacou.

Em menos de horas, a página do grupo recebeu uma forte visitação. A lista está disponível para ser acessada através do seguinte endereço: http://br.groups.yahoo.com/group/noplural

Mais informações sobre como participar através do e-mail: noplural@gmail.com





A televisão como ponto de partida

10 10 2007

Por Michel Pozzebon / No Plural

Normalmente, a maioria das pessoas julga a televisão como sendo um meio alienador. Muitos também dizem que quem assiste a este meio não tem cultura. Bom, deve-se considerar que muitos indivíduos confundem cultura com educação. A partir deste pressuposto começo enfatizando eu vou pelo mesmo viés da escola, onde os pais julgam que quem realmente educa é a escola. Uma atitude completamente dissimulada e de inversão de papéis. A educação começa pela família e no caso da televisão é a mesma história. O meio televisivo não foi criado para a finalidade de educar e de sim entreter.Assim, como outros meios, a televisão é um meio muito seletivo, visto que a difusão deste tipo de comunicação é grande, tendo-se vários leques de canais à disposição, podendo o telespectador escolher qual canal vai querer assistir. Se o espectador não estiver satisfeito com o que está vendo, basta um simples clique no controle remoto! Ou seja, a seletividade é muito grande, vou de encontro ao famoso ditado: “os incomodados que se retirem”, ou melhor, os insatisfeitos com a programação do canal assistido que mudem de emissora!

A qualidade da programação da televisão brasileira está cada dia mais baixa, a partir desta consideração traço uma comparação com a política. A programação da TV brasileira é ruim, bom, mas ela está assim por que tem pessoas que assistem. A política brasileira está em baixa. Com políticos descarados assaltando os cofres públicos quase que diariamente. Bom, isso tudo existe porque tem gente que prestigia, que vota e que, sobretudo assiste. Se você der margem, isso sempre vai existir. Agora se todo mundo se recusar a votar em políticos corruptos e a assistir a uma péssima programação televisiva, tudo isso sucumbirá!

Grande parte da população afirma que a televisão é um meio alienador. De certa forma esta consideração até pode estar correta. Visto que logo que nascemos somos criados em frente à famosa “babá eletrônica”, algo completamente cultural que é passado de geração para geração. A TV faz com que fiquemos apreensivos em frente à tela. Muitas organizações não-governamentais criaram campanhas dizendo aos telespectadores que desligassem o aparelho de televisão e fossem ler um livro. Tudo isso não refletindo uma questão de educação, mas sim de cultura e até de tradição, tamanha a sua consolidação perante a população brasileira.

O que pode ser feito é uma mudança cultural dos pais em incentivar que seus filhos se utilizem de meios alternativos para que eles possam crescer e desenvolver a sua mentalidade crítica para analisar a mídia e os seus meios de comunicação.





FENAJ disponibiliza texto atualizado do Código de Ética

19 09 2007

Por Redação No Plural

Atualizado no Congresso Extraordinário dos Jornalistas, realizado em Vitória (ES) de 3 a 5 de agosto, o novo texto do Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros está disponível a seguir. Aprovadas por delegações de 23 estados, as mudanças tiveram seu texto final elaborado por uma comissão eleita no Congresso.

O Código de Ética dos Jornalistas Brasileiros vigora há 20 anos. Os debates para sua atualização foram iniciados em 2004 e no XXXII Congresso Nacional da categoria, realizado no ano passado, deliberou-se que as alterações seriam definidas em congresso extraordinário e específico sobre o tema, precedido de consulta pública à sociedade.

Após 12 colaborações de sindicatos, professores e jornalistas e 290 sugestões encaminhadas ao sistema de consulta pública que a FENAJ manteve aberto em seu site durante três meses, o texto foi encaminhado aos Sindicatos de Jornalistas para novos debates e, finalmente, submetido à votação no Congresso Extraordinário de Vitória.

Mais informações em: http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=1811





Como escolher um ídolo?

4 08 2007

Por Michel Pozzebon / No Plural

A cada dia nos deparamos com fatos e notícias que nos deixam de “cabelo em pé”. Os diversos escândalos que a população brasileira tem que “engolir goela abaixo” e outras coisas mais, tanto em nível político quanto em nível social. A partir do meio social começo analisando a construção dos mitos e heróis.

Antigamente as pessoas tinham como ídolos personagens históricos que lutavam por ideais e por uma sociedade digamos mais digna. Aquele famoso ditado ainda prevalecia: “vestia a camiseta”. Hoje em dia o que se pode analisar é jovens cada vez mais desinformados e que adotam ídolos apenas por acharem que eles são “bonitos” ou “legalzinhos”, sem nem ao menos saberem um pouco de sua história.

Certo dia, fui eu acessar a famosa rede de relacionamentos virtuais, o Orkut, lá fui navegando pelas seções de Comunidades, eis que acesso o grupo de pessoas que tinham como ídolo o guerrilheiro argentino Ernesto Che Guevara. Bom, até ai tudo bem, mas passei a ver as discussões a que se propunha o tal grupo e constatei que eu sendo leigo no tema “Che Guevara”, sabia muito mais do que aquelas “cabeças” que ali estavam. Vi pessoas que nem ao menos sabiam que o guerrilheiro era argentino, a grande maioria que ali estava afirmava que Che era cubano. Puxa vida, aquilo para mim foi “grosseiro”, foi o mesmo que chamar um japonês de chinês ou vice-versa. Um total desconhecimento de história e o pior de tudo, classificam “o cara” como seu ídolo sem nem ao menos saber de sua nacionalidade, o que digamos é algo básico.

Bom, remeto tudo isso que relatei como experiência própria, alguma vez na vida já me deparei com estas situações e também não estou aqui para dizer que estou certo e que também nunca fiz isso. Pois como diz aquela passagem bíblica: “que atire a primeira pedra quem nunca pecou”. Tolice total, cometi diversas vezes esse erro que vi no Orkut e posso dizer sem sombra de dúvida que a maioria dos brasileiros é assim. Talvez seja culpa da mídia! Bom, mas afinal, tudo é culpa da mídia e do governo! “Puxa, haja saco”, sempre sobra para eles.

Quem sabe o problema não seja a gente? Analiso a construção de um mito também a partir do conhecimento e da cultura do povo que idolatra alguém. Tomo como base o Big Brother. O programa que reúne um bando de pessoas que fica confinado em uma casa durante alguns meses e no qual o vencedor dessa competição ganha uma bolada em dinheiro e sai dessa “luta” sendo considerado o “rei da cocada”, um verdadeiro ídolo. Opa, calma gente! Ídolo! Bom, isso mesmo, para a maioria das pessoas, o último ganhador do Big Brother é um herói. Sei lá o que passa na cabeça de alguém para idolatrar uma pessoa assim. Talvez a simpatia dele possa ter feito com que a população achasse que ele fosse uma pessoa boa? Hum, não sei, quem sabe este cidadão que ganhou o prêmio da Rede Globo é igual a população que assistia o programa? Bom, não sei precisar o que se passa. Talvez a superexposição da figura do vencedor do Big Brother fez com que ele penetrasse na mente das pessoas, assim como um martelo que fica “martelando” em nossa cabeça sem parar. Algumas vezes em uma intensidade maior e em outras em uma intensidade mais baixa. Essa fragmentação faz com que as pessoas acabem por idolatrar alguém que esteja em voga no momento, sem precisar se esta pessoa é boa ou má. Levo isso também para o meio político, o famoso momento das eleições.

Mas uma indagação a que remeto. O que realmente pode ser considerado um ídolo? Qual seria o meu ídolo? Bom, se for parar para pensar pura e simplesmente, não posso convincentemente dizer que tenho um ídolo ou uma pessoa que posso definir como um mito para mim. Para fazer isto, necessito primeiramente ter em mente o que realmente significa estes dois itens: ídolo e mito.

Talvez se muitas das pessoas em nosso país soubessem o que realmente significa ser um ídolo ou um mito, muitos não teriam nenhum escolhidos ninguém para preencherem estas lacunas. Afirmo também que esta constatação é muito relativa, pois, o que pode ser bom para mim pode não ser bom para outra pessoa.

Mas de uma coisa tenho certeza, escolher alguém para mitificar ou idolatrar não é simplesmente uma escolha por beleza ou estética, mas sim por convicções e por como mencionei anteriormente, por ideologia e crença.

Este apelo estético que muitos condicionam aos seus ídolos também pode ser levado ao “pé da letra” pela análise da mídia. Que com certeza tem parte neste apelo fotogênico e dito “maravilhoso”.

Bom, termino este texto chegando a conclusão de que ainda não consegui escolher ninguém que se enquadre e passe pela minha prova de escolha de ídolos.